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Introdução Alimentar

QUANDO COMEÇAR A DIVERSIFICAÇÃO ALIMENTAR?

1É consensual, quer por parte das comissões de nutrição (ESPGHAN) quer pela OMS, que o lactente pode ser exclusivamente amamentado durante os primeiros 6 meses de idade, devendo a amamentação manter-se a par da diversificação alimentar e durante a introdução na dieta familiar, ou seja, até aos 12-24 meses.

No primeiro semestre de vida, caso o leite materno se torne insuficiente, a alimentação deve continuar a ser exclusivamente láctea, devendo utilizar-se, em complementaridade ou em alternativa, fórmulas infantis, cuja composição é concebida para se aproximar à do leite humano.

Depois dos 6 meses de vida, o leite torna-se insuficiente para responder às necessidades de energia, proteína, ferro, zinco e algumas vitaminas. A altura ideal para começar a diversificar deve respeitar as necessidades fisiológicas e o neurodesenvolvimento de cada criança e deve ser feita apenas quando o bebé se consegue sentar com apoio e tem bom controlo da cabeça e pescoço.

 

COMO COMEÇAR?

Os alimentos devem ser oferecidos com uma colher e na forma de puré, devendo a consistência ser progressivamente aumentada de acordo com o desenvolvimento do bebé.

Deve começar a oferecer-se água ao bebé - inicialmente pelo biberão ou pelo copo (sem forçar ou obrigar) e posteriormente, por volta dos 6-8 meses, pelo copo de bico para que o bebé possa beber sozinho.

A par da introdução de novos alimentos, deverá ocorrer uma redução progressiva do volume de leite. No 2º semestre de vida o somatório de todos os lácteos (leite, iogurte e queijo) não deve exceder 500 – 700 ml/dia.

 

De um modo em geral, todos os alimentos podem ser introduzidos a partir da diversificação alimentar, exceto o sal, o açúcar, o mel, bebidas açucaradas, alimentos processados e leite de vaca como fonte láctea principal até aos 12 meses, salvaguardando-se o aumento progressivo da textura dos alimentos até à introdução na dieta familiar.

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  • 4-6 meses

Começar com uma refeição de colher, por exemplo o almoço. Quando a criança estiver bem adaptada e a comer bem, aumentar o número de refeições (lanche, jantar).

Sopa

  • creme de legumes deve incluir 4 legumes, distribuídos da seguinte forma: 1 do grupo dos legumes “base” (batata normal ou batata doce, chuchu, courgette, beringela, couve-flor), 1 do grupo dos fornecedores de betacarotenos (cenoura ou abóbora), 1 do grupo dos ricos em antioxidantes (cebola, alho ou alho-francês) e 1 de folhas (alface, brócolo, couve coração, feijão verde, agrião).
  • Aguardar 2 a 3 dias antes de introduzir um novo alimento. Os 4 grupos deverão estar sempre presentes na composição da sopa.
  • No final, adicionar 5 ml de azeite em cru.
  • Ao fim de 2 semanas: introdução da segunda sopa com adição de carne numa delas (almoço ou jantar), inicialmente passada e depois mais grumosa: oferecer 30 gr/dia de carnes de aves (peru, frango, avestruz) ou de coelho e mais tarde as carnes de bovino.
  • Não esquecer de oferecer água ao bebé assim que se introduz a sopa. Pode ser oferecida ao longo do dia e não obrigatoriamente só à refeição.

Fruta

  • A introdução da fruta deve ocorrer em simultâneo com a introdução da sopa. Importa, no entanto, referir que não devem ser excedidas inicialmente 1, e a partir dos 6 meses 2 peças de fruta por dia, preferencialmente da época e variada. 
  • Inicialmente devem ser oferecidas moídas e preferencialmente cruas (para não perderem as vitaminas termolábeis), podendo a maçã, a pera e a banana ser as primeiras a ser introduzidas.

Papa

  • Numa criança saudável, deve ser oferecida de forma excepcional.
  • No início preferir papas simples de cereais (“sem fruta”), com ou sem glúten;
  • Papas lácteas (com leite na sua composição) devem ser preparadas com água;
  • Papas não lácteas (sem leite na sua composição) devem ser preparadas com o leite do bebé.

Outros alimentos com cereais com glúten  

  • Pão;
  • Bolacha (atenção ao açúcar);
  • Panquecas (com cereais, por exemplo aveia, sem açúcar).

Iogurte

  • Natural com fruta fresca.

 

 

  • 7-8 meses

 

Entre os 7 e os 8 meses, deve ser introduzido o segundo prato. Há que retirar a fonte de proteína do creme de legumes e oferecer no prato principal juntamente com os hidratos de carbono (arroz, massa, batata, açorda, farinha de pau…) e legumes. Nesta fase, a criança não deve comer os alimentos triturados e pode, inclusivamente, comer com as mãos.

Peixe

  • Primeiro peixe branco: pescada, maruca, linguado, solha, faneca, entre outros;
  • Não exceder as 30 gr/dia de peixe, de forma a oferecer 4 vezes por semana carne e 3 vezes por semana peixe

Ovo

  • Oferecer inicialmente o ovo cozido na sopa, por exemplo: começar com a gema (1/2 gema e depois passar para 1 gema inteira) e, de seguida, introduzir a clara. 
  • T er atenção que o ovo constitui uma fonte de proteína (substitui a carne ou o peixe).
  • 9 meses

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Leguminosas

  • Feijão, grão, ervilhas, lentilhas, entre outros.
  • 12 meses

Chegou a altura de integrar a criança na dieta familiar, reforçando ou implementando hábitos alimentares saudáveis. É importante variar ao máximo os alimentos que são oferecidos, promovendo a familiarização com o máximo de sabores e texturas, e contrariando a neofobia alimentar (aversão a novos alimentos) característica de crianças entre os 2 e os 6 anos de idade.

  • Deve realizar 3 refeições principais (pequeno-almoço, almoço e jantar) e 2 a 3 lanches;
  • Respeitar o apetite das crianças; não se deve aceitar a repetição da dose.

 

ALIMENTOS A EVITAR NO 1.º ANO DE VIDA

  • Sumos de fruta;
  • Bebidas vegetais, como como substituto do leite materno ou fórmula;
  • Leite de vaca em natureza antes dos 12 meses de idade
  • Alimentos com potencial de engasgamento, como frutos secos, uvas inteiras, entre outros;
  • Mel;
  • Doces, chocolates, entre outros;
  • Sal.

OBJETIVO AOS 12 MESES

  • Dieta da família:
  • Pouco sal;
  • Pouca gordura;
  • Sem açúcar;
  • Evitar carne de porco, marisco.

E O BABY LED WEANING?

  • Este método supõe que o bebé conduz a sua própria introdução alimentar;
  • Devem se respeitados os sinais de preparação do bebé para a alimentação independente – capacidade de se sentar sozinho, coordenação mão-olho necessária para agarrar, manipular e libertar os alimentos, bem como a capacidade de mastigar (mesmo na ausência de dentes) os alimentos de encontro ao palato;  
  • Os alimentos devem ser cortados em palitos, que possam ser agarrados com a mão do bebé, devem ter a consistência adequada para que o bebé os possa amassar com a língua contra o palato e devem dissolver-se facilmente;
  • Evitar alimentos que possam causar engasgamento, como os frutos secos, uvas, pipocas, etc.

NOTAS FINAIS

  • O leite materno é o melhor alimento para o bebé nos primeiros 6 meses de vida;
  • A introdução do glúten deve ser feita entre os 4 e os 12 meses de idade;
  • Não há qualquer evidência científica para o atraso na introdução de alimentos potencialmente alergénicos;
  • Devem ser introduzidos alimentos variados com diversidade de sabores e texturas até ao final do primeiro ano de vida;
  • Devem ser respeitados os sinais de fome e saciedade do bebé. Se o bebé mostrar que está saciado (afastar a colher, virar a cabeça) quando já comeu uma porção de alimentos, não deve continuar a insistir-se com a refeição;
  • Existe uma “janela de oportunidade” entre os 7 e 10 meses para o treino da aceitação de alimentos sólidos, texturas e sabores;
  • Muitas vezes a criança não aceita um determinado alimento nas primeiras vezes em que lhe é oferecido, o que não significa que não goste. É preciso voltar a oferecer mais vezes e não desistir;
  • Não oferecer mais de um alimento novo em cada dia.

 

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